O que são juros compostos
Juros compostos são juros que rendem sobre juros. A cada período, o rendimento é incorporado ao saldo e passa a render junto com o valor original. É por isso que o dinheiro cresce devagar no começo e acelera com o tempo — a curva não é uma linha reta, é uma exponencial.
A fórmula para um valor único é M = C × (1 + i)n, em que C é o capital inicial, i a taxa por período e n o número de períodos. Quando existem aportes mensais, soma-se a esse resultado o valor futuro da série de depósitos.
Como usar a calculadora
- Valor inicial — o quanto você já tem hoje. Pode ser zero, se você vai começar do zero com aportes.
- Aporte mensal — o quanto você pretende adicionar todo mês. Também pode ser zero.
- Taxa de juros ao mês — o rendimento mensal esperado. Se você só conhece a taxa anual, converta antes: uma taxa anual de 12% equivale a cerca de 0,95% ao mês, não 1%.
- Prazo em meses — por quanto tempo o dinheiro fica aplicado.
Os cálculos acontecem no seu navegador enquanto você digita. Nada é enviado, salvo ou compartilhado.
Como ler o resultado
- Valor final — o saldo no fim do prazo, somando o que você colocou e o que rendeu.
- Total investido — a soma do valor inicial com todos os aportes. É o dinheiro que saiu do seu bolso.
- Total em juros — a diferença entre os dois. É o que o tempo produziu.
Vale observar a proporção entre os dois últimos conforme você aumenta o prazo. Em cinco anos os juros costumam ser uma fração do investido; em vinte, é comum que passem a superá-lo. Esse cruzamento é o argumento inteiro a favor de começar cedo.
O outro lado: a dívida também é composta
A mesma matemática vale contra você quando o saldo devedor é seu. Rotativo do cartão e cheque especial compõem juros da mesma forma, só que a taxas muito mais altas — e é por isso que uma dívida pequena não paga em alguns meses vira um valor irreconhecível. Para medir uma dívida parcelada que você já recebeu como proposta, use a calculadora de financiamento.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?
Nos juros simples, só o valor inicial rende: 1% ao mês sobre R$ 1.000 são R$ 10 todo mês, para sempre. Nos juros compostos, o rendimento passa a render também — no segundo mês o 1% incide sobre R$ 1.010, no terceiro sobre R$ 1.020,10, e assim por diante. Em prazos curtos a diferença é pequena; em prazos longos ela domina o resultado.
Por que a taxa anual não é a taxa mensal vezes doze?
Porque cada mês rende sobre o saldo que já incorporou os meses anteriores. Por isso 1% ao mês equivale a 12,68% ao ano, não a 12%. A conta é (1 + taxa mensal) elevado a doze, menos um.
A calculadora desconta imposto de renda e inflação?
Não. Ela mostra o rendimento bruto e nominal. Aplicações de renda fixa costumam ter imposto de renda regressivo sobre o lucro, e a inflação corrói o poder de compra do valor final. Para saber o ganho real, desconte os dois depois.
Onde entram os aportes mensais na conta?
Cada aporte entra no fim do mês e passa a render a partir do mês seguinte. É a convenção usada em financeira, e é também a mais conservadora: o último aporte não rende nada.